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Visita ao Viveiro de Nanduli

Na presente campanha agrícola, Cabo Delgado prevê produzir mais de 35 mil toneladas de castanha de caju.

Viveiro de Nanduli Provincia de Cabo Delgado

Quem assim anunciou é o Governador Júlio Parruque, segunda-feira (04/03), visitou o viveiro da aldeia Nanduli, Distrito de Ancuabe, um  dos maiores da província, chegando a produzir mais de meio milhão de mudas de cajueiros por ano.

Parruque disse que província tem a castanha de caju uma das culturas de bandeira, daí que urge a necessidade de monitorar constantemente a sua produção.

Julio Parruque
Governador de Cabo Delgado

Ele, que ficou impressionado com o que viu em Nanduli, explicou que a técnica que actualmente está sendo usada na produção de mudas, através da enxardia, introduz um novo cenário na produção da castanha de caju que, por conseguinte, aumenta a produtividade desta cultura de rendimento.

Afirmou, ficar mais impressionado ainda por ter encontrado técnicos locais que trabalham no viveiro de Nanduli, os quais têm a habilidade de tratar plantas de cajueiros com carinho e mestria.

Fonte: INCAJU-Delegação de Cabo Delgado

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Assinatura de Protocolos

BNI, INCAJU E FDA FIRMAM PROTOCOLO PARA A PROMOÇÃO DO FINANCIAMENTO AO SECTOR AGRÁRIO E SUBSECTOR DO CAJU

O Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) através do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA) e Instituto de Fomento do Caju (INCAJU) assinaram segunda-feira, 20 de Agosto de 2018, dois Protocolos com o Banco Nacional de Investimento (BNI), que visam a criação de dois Fundos de Garantia de Crédito dos financiamentos ao sector agrário e ao subsector do caju, respectivamente.

Pretende-se com a assinatura destes Protocolos promover maior acesso ao crédito para o sector agrário e ao subsector do caju com baixo nível de exigência de colaterais e a taxa de juros baixas relativamente as do mercado através da concessão duma cobertura do risco de crédito até 80.00% (oitenta por cento) do financiamento concedido aos projectos do sector agrário e do subsector de caju em particular.

Ainda ao abrigo destes Protocolos, o BNI, FDA e o INCAJU irão co-mobilizar recursos financeiros e assegurar a implementação dos respectivos projectos assim como partilhar o risco em prol do desenvolvimento de cadeias de valor (produção, processamento e comercialização) do sector agrário e do subsector do caju.

Os dois Fundos de Garantia estão avaliados, numa primeira fase, em 250 Milhões de Meticais, dos quais MT 190 milhões serão alocados para a garantia do Risco de Crédito do sector agrário e MT 60 milhões para a garantia do Risco de Crédito do subsector do caju.
Os Fundos beneficiarão:
(i) micro, pequenos e médios agricultores e empresas que actuam no sector agrário e subsector do caju; e
(ii) Projectos de investimentos para a produção, processamento e comercialização de diversos produtos do sector agrário e subsector do caju. Espera-se com assinatura destes protocolos, promover maior acesso ao crédito em condições preferenciais ao sector agrário, estimular a produção e a produtividade agrária, geração de renda e emprego, melhoria da balança comercial pelo estimulo às exportações e substituição das importações dos produtos alimentares.
Rubrica dos Protocolos Dr. Tomás Matola – Presidente da Comissão Executiva do BNI, Eng. Ilídio Bande – Director Geral do INCAJU e Dr. Eusébio Tumuitikile – Presidente do Conselho de Administração do FDA.

Tratamento Químico

PROCEDIMENTOS DE COLHEITA E DE PÓS-COLHEITA

Um programa do Instituto de Fomento do Caju, que visa sensibilizar os produtores de caju a realizarem boas práticas de colheita e de pós-colheita da castanha de caju.

COLHEITA DA CASTANHA

Caro produtor, limpe a volta dos cajueiros para que as castanhas possam cair em lugar limpo e facilitar a apanha.
A colheita da castanha de caju realiza-se após a queda natural dos frutos da árvore para o solo/chão. Nessa altura, a castanha já estará madura.
Caro produtor, nunca deve colher castanhas verdes ou imaturas que estejam na árvore.
Caro produtor, deixe a castanha cair sozinha e não bata com paus ou bambus.
A apanha deve ser realizada 2 a 3 vezes por semana e evitar que as castanhas permaneçam muito tempo no campo, pois pode cair chuva que vai prejudicar as castanhas, podendo absorver humidade e que provoca a germinação e reduz a qualidade da amêndoa no processamento.

As castanhas furadas, chochas, verdes ou malformadas também devem ser apanhadas, mas imediatamente devem ser separadas das boas.

Separação/Limpeza

A separação da castanha e da pêra (caju), deve ser feita logo a seguir a apanha para evitar que o caju apodreça e fermente, provocando a podridão da amêndoa.

Separar a castanha da pêra manualmente, por torção ou com o emprego de um pedaço de fio de naylon. Enrolar o fio no ponto de união entre a castanha e o pedúnculo e, após um puxão para um dos lados, a castanha separa-se do pedúnculo.
O fio de naylon a ser utilizado deve ser de meio metro.

Retire os ramos secos, folhas, pedras, e pedaços de pêra do caju que se aderem na castanha, e outros objectos estranhos na castanha.

CUIDADOS EM PÓS-COLHEITA

Secagem
O processo de secagem é feito para reduzir o teor de humidade da castanha. Reduz-se a humidade da para evitar o desenvolvimento de bichinhos que provocam o apodrecimento da amêndoa e para conservar mais tempo no armazenamento (12 meses).
A secagem da castanha antes de armazená-la evita a perda de qualidade.
A castanha deve ser espalhada em camadas de até 5 cm, durante 2-3 dias, em eira (chão de cimento) ou solo liso e firme, para permitir a entrada da luz solar e a circulação do ar e permitir a perda de humidade. O teor de humidade deve estar entre 8 a 10%.
As castanhas colhidas em dias chuvosos levam mais tempo no processo de secagem 3-5 dias.
Deve-se revirar a castanha diariamente.
À noite, a castanha deve ser coberta com lonas de plástico, para protegê-la da humidade (chuva), insectos e roedores.

Depois da secagem, deve separar a castanha em tipo grande, médio/padrão e pequeno.

Amigo produtor a separação da castanha em tamanhos é com base nas seguintes características físicas:
• Castanha tipo Grande: é a que tiver menos de 168 unidades de castanha por kilograma
• Castanha tipo Médio ou Padrão: a que ronda entre 169 a 200 castanhas por kilograma
• Castanha tipo Pequeno: com mais de 200 unidades de castanha por kilograma
Separando a castanha o produtor vai ganhar mais dinheiro!

ARMAZENAMENTO DA CASTANHA

Depois de limpa, seca e seleccionada, a castanha pode ser armazenada até um ano.
Os armazéns devem ter boa ventilação, janelas e portas que não permitem a entrada de insectos e roedores. No momento de armazenar, o produtor deve eliminar a castanha chocha, avariada, furada, manchada e enrugada.
O armazenamento da castanha deve ser feito em sacos de juta, com capacidade de 80 kg. Os sacos deverem ser empilhados sobre estrados de madeira, a uma altura que varia entre 5 a 10 cm.
As pilhas não devem encostar as paredes para permitir a circulação do ar.
Evite usar sacos de ráfia/náilon, pois cria humidade que reduz o tempo de conservação e provoca o apodrecimento da amêndoa.

COMERCIALIZAÇÃO DA CASTANHA DE CAJU

A comercialização da castanha acontece depois da abertura oficial da campanha de comercialização.
Aconselhamos a vender a sua castanha em grupo ou associação com outros produtores da sua comunidade, que tem feito as boas práticas de produção, de forma a negociar melhor preço com os compradores, e assim ganhar mais dinheiro.
Caro produtor, contacte com os serviços de agricultura ou o extensionista da sua região para se informar sobre os preços da castanha de caju.

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Os Resultados obtidos das principais subcomponentes do Caju na campanha em curso 2017/2018 : Produção de Mudas-3 266 735, Tratamento Quimico- 129 643, Comercialização-63.083 ton.



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PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU SUSPENDE VENDAS DE CAJU EM MEIO A CONTRABANDO

O presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, ordenou a suspensão das vendas de caju apenas algumas semanas na época,
Estão sendo contrabandeadas através do vizinho Senegal.
Os cajus representam cerca de 80% de todas as receitas de exportação do pequeno país da África Ocidental e as vendas transfronteiriças secretas significa que o país historicamente instável perde os impostos de exportação.
“Estou pedindo aos produtores que suspendam a venda de castanha de caju até novo aviso”, disse Vaz na segunda-feira.
Ele disse que os agricultores na Guiné-Bissau estavam recebendo cerca de 500-600 francos CFA (US $ 1,00) por quilo, enquanto vendido em cerca de 1500 francos CFA (2,51 dólares) no sul do Senegal.
A Guiné-Bissau, quinto maior exportador mundial de caju, registou altas exportações de cerca de 200 mil toneladas no ano passado. A Estação vai de Abril a Setembro.

Mais informações:www.africancashewalliance.com

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